Estrada Intransitável, Desrespeito, Isolamento é o Retrato de Calamidade da BA Quilombo em Pleno Ano Eleitoral
Franedir Gois
12 de abril de 2026O levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que as péssimas condições das estradas vicinais geram perdas operacionais bilionárias anualmente, afetando diretamente a sobrevivência do pequeno produtor. Uma estrada intransitável causa prejuízos em cascata, impactando a economia local, a segurança e a subsistência de pequenos produtores e feirantes. Os danos vão desde a perda total da carga até o aumento dos custos operacionais, tornando a atividade inviável em muitos casos.
A estrada que liga a BR 101 a 418 (33 km), também conhecida como BA Quilombo está em situação de calamidade. Está intransitável. Essa via escoa 20% dos produtos agrícolas das feiras de Teixeira de Freitas e região. É inacreditável o descaso dos poderes (prefeitura de Caravelas e Teixeira de Freitas) e Suzano, principal marca de destruição em toda região.
Principais prejuízos para feirantes e produtores rurais:
Perda de Mercadoria Perecível – Frutas, verduras e legumes apodrecem na lavoura ou dentro dos veículos atolados devido à demora no transporte, resultando em perda total do produto.
Aumento nos Custos de Transporte – Estradas ruins exigem mais combustível, tempo de viagem e manutenção frequente do veículo (suspensão, pneus, eixos quebrados), reduzindo a margem de lucro.
Venda por Preços Menores – Com a dificuldade de transporte, os produtores são obrigados a vender sua colheita para atravessadores por preços muito baixos na porta da fazenda, perdendo o valor agregado que teriam na feira.
Risco de Acidentes e Avarias – Buracos, lama e falta de sinalização aumentam o risco de capotamento e danos graves aos veículos, que muitas vezes são o único meio de trabalho do feirante.