Semana de Integração e Agosto Indígena – Círculo de Cultura – Mesa de Diálogo – Atividade Intercultural – UNEB Campus X

Franedir Gois
21 de agosto de 2026
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Franedir Gois/Riquezanossa

Dia 19 de agosto a Uneb Campus X realizou, durante todo o dia uma séria de atividades com relação ao tema, semana de integração e agosto indígena. Um debate que fortalece o Educar para resistir: Território, Retomada e Educação Escolar Indígena. Na Atividade Intercultural protagonizou o ritual dos povos Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hã e Tupinambá ao redor da fogueira, com Sarau e Oficina de Forró.

Na missão e diálogo o debate sobre à mudança histórica na forma como as organizações religiosas, sociais e o Estado se relacionam com as comunidades originárias. Em vez de imposição cultural ou catequese colonial, busca-se o respeito à autonomia, a escuta ativa e o intercâmbio cultural de saberes.

Cacique Nailton Muniz, Pataxó Hã-Hã-Hã, nativo de Caramurú, Pau Brasil, 80 anos, 51 anos como cacique, fala em nome dos 6 mil integrantes de sua comunidade, a que os representa. Ele é liderança histórica. Iniciou sua atuação de forma intensa na década de 1970, articulando e mobilizando famílias indígenas para reocupar territórios tradicionais que haviam sido ilegalmente alienados. Na articulação política teve papel fundamental na diplomacia institucional, representando os povos indígenas em Brasília durante a Assembleia Constituinte de 1988. Com Notório Saber teve reconhecimento à sua sabedoria e contribuição cultural, recebeu o título de Doutor por Notório Saber pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Aricuri Farias, 26 anos, profissional da saúde, membro da Aldeia Boca da Mata, território Barra Velha, representante da cultura de sua comunidade. Ele fala dos trabalhos e atividades que são realizados.

Cecília Sobrinho, professora da Uneb, organizadora do Sarau, representando o colegiado de letras, fortalecendo as atividades interculturais.

Lailson Sypó, estudante da Uneb, Aldeia Mãe, Povo Tupinambá, Olivença, Ilhéus. Ela fala da importância do encontro, tanto para os indígenas, quanto para o Campus X e comunidade em seu entorno.

Prof. Dr. Benedito de Souza Santos – Doutor em Estudos Étnicos e Africanos pelo Pós-Afro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Docente do Departamento de Educação (DEDC – Campus X) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em Teixeira de Freitas, atuando em áreas como História, Sociologia e Estudos Étnicos e Africanos. Professor, como é conhecido, fala do protagonismo dos líderes e estudantes indígenas que fazem parte do Campus X.

O ritual em torno da fogueira significa união, transmissão de saberes ancestrais e conexão espiritual com as forças da natureza e com os espíritos dos antepassados. O fogo age como um elemento sagrado de purificação, proteção e centro da comunidade.

 

 

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