Maria da Costa Ventura Manciolimense Caridosa que Acompanhou Irmão José da Cruz e Pretende Morrer Casta

Franedir Gois
24 de abril de 2026
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Maria da Costa Ventura, acreana que nasceu em Mâncio Lima, 25/12/1945, filha de Gersón Batista de Souza, viúva e muito devota na Igreja Católica. Com a poio da mãe, Maria Ventura foi sempre um prodígio na família. Aos 7 anos já sabia lê e nesse mesmo período já participava das encenações da pastorinha, um teatro encenado, da vida pública de Jesus. Aos 15 anos tornou-se professora e líder das cantorias da Igreja, na catequese, pastorinha a qual foi personagem nas 42 cenas e liderou por muito tempo.

 

Maria Ventura sempre teve o apoio e carinho de sua mãe, dona Gersón: “Minha filha, você vai ser sempre feliz na sua vida. Você é uma protegida de Deus, obrigado por cuidar de mim”. Palavras de sua mãe.

“Minha mãe foi minha primeira professora, me ensinou a lê, aos 7 anos. Foi minha primeira catequista, onde muito aprendi sobre as coisas de Deus. Devo tudo que sou a ela. Ela me preparou para a vida, mesmo nunca tenha casado. Conservo minha pureza até hoje. Honrei minha mãe, antes dela morrer e fiquei feliz que ela viu o meu sonho ser realizado. Aos 15 anos me tornei professora, como ajudante e depois fui contratada. Eu queria ser freira, mas, minha mãe não quis. Ela disse que não aguentaria minha saída de casa. Fiquei com ela até o dia de sua morte e até hoje continuo cuidando da minha família (sobrinhos). Minha mãe ficou viúva quando eu tinha 12 anos”.

“Quando eu tinha 15 anos comecei a observar as amigas que casavam e não continuavam a vida de casadas. Observava as separações, as crianças que sofriam com a situação. Coloquei na cabeça que não queria casar, pois, no casamento não se sabe se será feliz ou não. Namorei uns 3 rapazes e via que eles eram interessados em casar comigo, embora eu já havia tomado minha decisão. Não me arrependo de não ter casado e me sinto feliz do jeito que sou. Minha mãe sempre me apoiou e me ajudou muito com a promessa decisiva de morrer pura, casta, virgem. Deus quis isso de mim e vou morrer do jeito que nasci”. Disse.

Maria Ventura sempre foi dedicada à sua comunidade (Guarany). Foi cantora da Igreja, liderou a pastorinha por muito tempo, foi professora, ministra extraordinária da eucaristia, acompanhou a peregrinação de Irmão José da Cruz. Ela o acompanhou e escreveu orações proferidas por ele.

Ela foi testemunha ocular de um Homem Peregrino que passou pela região chamado Irmão José da Cruz. Ele, um mensageiro de Deus que ensinou, pregou a boa nova, realizou milagres, com curas por onde passou. Andava a pé, carregava um saco, com uma cruz e uma muda de roupa. Um homem simples que, por onde passou deixou a marca da bondade, amor ao próximo e confiança em Deus. Suas pregações eram proféticas que arrastavam multidões. Era desapegado e nunca se apegou ao dinheiro. Comia daquilo que lhe davam e nunca cobrou nada em toda sua missão. Ficava 8 dias em cada lugar. Em Mâncio Lima ele passou pela Colônia (São Francisco), Vila (São Sebastião), Guarany (Santa Rita), Santa Rosa onde seguiu para São Pedro, Rodrigues Alves seguindo sua missão. Em cada lugar que passou ele deixou uma cruz fincada, usava a madeira mais duradoura (louro) para não ser desgastada pelo tempo. Nas cruzes fincadas em cada lugar usava as letras ADS (Ano Santo do Senhor – Anno Domini).

“Irmão José da Cruz ‘um servo de Deus’ foi um homem que veio para deixar seu legado profético na nossa região. Nas pregações falou do amor e caridade, na simplicidade mostrou que a fé remove montanhas e nunca se preocupou com o dia de amanhã. Fez muitos milagres por onde passou e ainda hoje é lembrado como um santo de Deus que esteve no nosso meio. Ele era devoto do Sagrado Coração de Jesus. Ele era um santo que andava a pé, de barco e não tinha nada, apenas um saco com seus pertences que era a bíblia, uma cruz e uma muda de roupa. Ele atravessava rios, andou pelas matas repletas de perigos, mosquitos, doenças e outras provações, mas, sempre estava confiante em Deus”. Relatou

 

Maria Ventura Recebeu um Milagre do Irmão José e o Seguiu

“Tive um problema de dor de cabeça e corpo adormecido, devido uma comida que comi e fiquei de cama, justamente no período em que ele estava na colônia. Minha mãe me levou lá, ele me atendeu e fui curada. Também tinha um câncer e não sofri mais nada. Quando ele chegou no Guarany eu já estava boa. Daí eu fiz uma promessa de acompanhá-lo e me prontifiquei em lavar suas chagas, tinha muitas feridas nas pernas, devido os insetos que o picavam e deixavam as marcas no seu corpo. Ele me ensinou muito, aprendi muito com ele e até hoje tenho as orações que eu mesma escrevi com lápis”. Concluiu

Maria Ventura teve a paciência e a competência de escrever as orações proferidas por Irmão José da Cruz. Ela as escreveu a lápis e as guarda até hoje como uma grande relíquia de um tempo que ainda nos nossos dias as pessoas recordam de um homem simples que passou por aqui e mostrou a bondade e o amor.

 

 

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